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Vitaminas Reportagem do Mês :: Setembro / 2003
Obesidade Infantil
 
A obesidade infantil é uma doença crônica de
prevalência nos países desenvolvidos, mas, nas últimas
décadas, vem se observando aumento significativo
também nos países em desenvolvimento.

No Brasil, estudos populacionais verificaram um incremento da obesidade no sexo masculino de 100%, no feminino de 70%, no Sul e Sudeste. A obesidade infantil está associada a alterações metabólicas importantes.

A criança apresenta maior risco para doenças, como hipertensão arterial, alterações osteoarticulares, dermatites e distúrbios provocados pelo estigma da obesidade. Como existe grande chance de a doença ser diagnosticada na infância persistir até a idade adulta, são necessárias medidas para o seu controle e evitar que o prognóstico seja desfavorável a longo prazo.

Existe uma pré-disposição genética para a obesidade, mas o que realmente provoca o aumento da gordura corporal é a ingestão calórica desajustada às necessidades do organismo. Na maioria dos casos, coexiste alimentação incorreta com atividade física insuficiente. TV, computador e comida. O excesso de peso não tende a diminuir à medida que a criança cresce. Ouve-se, freqüentemente, a família dizer "quando crescer, talvez emagreça". As coisas não são bem assim. Se não houver uma modificação no comportamento alimentar e no estilo de vida, a obesidade persistirá e o risco de se tornar um adulto obeso é muito grande.
    
Em curto prazo, a obesidade na criança tem conseqüências nefastas em vários níveis, sendo as mais comuns perturbações do crescimento e do desenvolvimento psicoafetivo, esteatose (aumento de gordura no sangue) e deformações ortopédicas. "Está gordinho, mas também está muito alto", diz a família. De fato, as crianças com excesso de peso têm quase sempre altura acima da média, mas também é certo que param de crescer mais cedo que os outros. As perturbações psicoafetivas são as que mais afetam crianças e os jovens. A sociedade adotou um padrão de beleza que, entre as meninas, se traduz na "alta e magra" e no menino "alto e malhado". É difícil, com estes modelos, ter auto-estima, quando se é adolescente obeso. Mesmo a criança mais jovem é marginalizada pelos colegas, quando participa de exercícios que exijam alguma destreza física. Então, pouco resta para elas, além do refúgio no computador, na TV e na comida.
    

Com a Família Envolvida

Quando uma criança de 8 anos tem excesso de três quilos no peso, é preciso tomar alguma precauções. É sempre bom procurar um médico. É rara a obesidade a obesidade ser secundária a uma doença orgânica, mas pode ser esse o caso. A criança em crescimento tem necessidades nutricionais imprescindíveis. Qualquer programa de reeducação alimentar tem que ser orientado e acompanhado. Quando se trata de uma criança em idade pré-escolar, os pais devem controlar o peso sem se preocupar em perder os quilos a mais. Na criança mais velha, o tratamento é orientado no sentido de perder algum peso lentamente. Para que a criança emagreça, não se deve ter pressa e não se pode esquecer de que toda a família deve estar  envolvida, modificando os hábitos alimentares e todo o estilo de vida. Não se consegue emagrecer sozinho, nem de uma dia para o outro se cura.

 
 
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