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Vitaminas Reportagem do Mês :: Outubro / 2003
Redução Mamária
 
Quando vêem nas revistas que uma multidão de mulheres está buscando seios maiores através das próteses de silicone, outra categoria de mulheres deixa escapar um sorriso amargo: tudo o que elas queriam eram seios... menores!


E esse desejo, primeiro oculto e depois explícito, pode começar cedo. Não é pequeno o número de adolescentes que nos tem procurado, geralmente acompanhasdas das mães, queixando-se do tamanho exagerado de seus seios - muito maiores do que um seio siliconado. Meninas de 14 ou 16 anos que, por desarranjos hormonais precisam usar sutiãs tamanho 48, não estão, evidentemente, dentro dos padrões anatômicos normais. E sofrem muito com isso. Seios hipertrofiados na adolescência podem gerar alterações psicológicas inclusive na formação da personalidade. Ao contrário de suas amigas, elas não tem condições de usar uma camiseta mais justa e a hora de ir à praia é um tomento. Às vezes até engordam, na tentativa de que a obesidade camufle um pouco o tamanho das mamas. E há casos em que o volume do seios é tão grande que produz problemas físicos, como dores e desvios de coluna. Tudo o que essas meninas desejam na vida é o alívio desse peso para se reintegrar esteticamente à moda e ao seu grupo.

Conflito de gerações

Um dado curioso: muitas vezes, as mães que acompanham essas adolescentes na primeira consulta com o cirurgião têm uma opinião divergente sobre a necessidade de uma cirurgia. Há pais que não concordam com a plástica, achando que a filha não precisa ou que é cedo demais. Mas quase sempre é uma postura errada. A hipertrofia mamária priva a menina de uma formação saudável da personalidade. Na verdade a maior preocupação dos pais é com a futura necessidade de amamentação - se a plástica de redução não afetaria no futuro a produção de leite. Acontece que a fisiologia da glândula mamária é inteiramente preservada na cirurgia, bem como toda a sensibilidade dos seios ao frio, ao calor e ao toque. E o melhor  é que essa moça que tem os seios diminuídos na adolescência poderá, depois de casar e ter os filhos que desejar, submeter-se sem problemas a uma nova plástica - dessa vez para levantar as mamas que muito provavelmente sofrerão uma queda ao longo dos processos gestaticionais. Quase invariavelmente, ao perceberem as vantagens da plástica de redução, os pais acabam concordando - e permitindo que a adolescente realize seu sonho e se livre do complexo.

Cicatrizes cada vez menores

Nos últimos 20 anos a plástica de redução mamária passou por inúmeros avanços técnicos. O maior progresso foi com relação ao tamanho da cicatriz resultante da correção. No passado, o mínimo que os plásticos conseguiam deixar era uma grande cirurgia em forma de T invertido, que cortava o seio do mamilo até o sulco inferior e, no sentido horizontal, ocupava toda a extensão deste, prologando-se às vezes em direção às costas. Hoje, há três possibilidades - todas muito mais naturais do que no passado recente:

- Para mamas grandes mas não exageradamente volumosas, o cirurgião pode oferecer uma incisão areolar, na altura do bico, que praticamente não deixa vestígios;

- Para mamas de médias a grandes, em que o excesso a ser tirado não passa dos 450 gramas por seio, a incisão é apenas um corte vertical ou, no máximo, em L;

- Já para as mamas gigantes, a incisão em T ainda é necessária.

O comportamento da cicatriz, em quase todos os casos, é mais ou menos este: a cicatriz tem um período de amadurecimento de seis meses. Do segundo ao quarto mês ela fica mais grossa e avermelhada. Do sexto em diante se aplaina, fica mais clara e a tendência é praticamente desaparecer. De qualquer forma, numa pesquisa feita entre pacientes que se submeteram à redução das mamas, constatou-se que a primeira coisa que a paciente percebe, em seus novos seios, é o tamanho - quer ver se eles diminuíram mesmo. Em seguida, vê a forma dos seios. Em terceiro lugar, a posição do mamilo. Depois, a simetria entre os seios. Finalmente, percebe a cicatriz.

Plena satisfação

Seja em adolescentes, seja em mulheres mais maduras, que assistiram ao crescimento e à queda dos seios pelo processo natural do tempo ou devido a gestações, a satisfação da paciente ao descobrir as mamas remodeladas é a mesma daquelas que viram seu busto aumentar pelas próteses de silicone. Em ambos os casos, as pacientes operadas se sentem muito mais felizes e atraentes, redescobrindo ou valorizando sua condição de mulher. Pudera: no caso da redução, ao se olharem no espelho pela primeira vez, percebem que, no lugar das mamas agigantadas e deformadas, ganharam seios com o pólo superior bem definido, que ficam lindos num decote arrojado, projetados levemente para a frente - como se elas estivessem usando sutiã sem estarem usando sutiã.

 
 
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