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Reportagem do Mês :: Julho / 2003
Osteoporose
Uma doença que ataca em silêncio
A osteoporose é uma doença que leva ao
enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis
aos pequenos traumas.
Ela é lenta e progressiva, nem sempre acarreta problemas ou limita
as atividades físicas da pessoa, além disso não apresenta
dor, salvo raras exceções. Seu caráter silencioso faz
com que, usualmente, não seja diagnosticada até que a diminuição
da densidade do osso o deixe mais frágil e mais suscetível
a fraturas, principalmente nos ossos do punho, ombros e coluna vertebral.
Por ser uma doença complexa, as causas da osteoporose não são
completamente conhecidas. Sabe-se que certos fatores são considerados
de risco, como: histórico familiar de fratura, cigarro, mais de duas
doses de bebida alcoólica por dia, baixo peso e baixa estatura com
ossatura delicada, sedentarismo, idade avançada, uso contínuo
de certos medicamentos (corticóides, anticonvulsivante, hormônios
tireodianos e heparina), consumo inadequado de cálcio e ser da raça
branca ou asiática.
GORDURA PODE PROVOCAR OSTEOPOROSE
Cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, afirmam
que uma dieta rica em gordura podem levar não só a obesidade
e a problemas cardíacos mas também à osteoporose.
Os camundongos alimentados com uma dieta rica em gordura por sete meses, menos
da metade de sua expectativa de vida, perderam grandes quantidades de minerais
de seus ossos. O estudo publicado no Journal of Bone and Mineral Research,
descobriu que esses animais também perderam 15% dos ossos de suas
patas traseiras.
Segundo os médicos, uma dieta pobre em açúcar
combinada a drogas populares como as estaninas (que reduzem o colesterol)
e antioxidantes (que diminuem o entupimento das artérias) ajuda a
previnir a osteoporose, assim como doenças cardíacas.
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Além de tudo isso, as mulheres têm um risco maior de desenvolver
a osteoporose que os homens, basicamente em função da diminuição
de hormônios sexuais femininos após a menopausa. Seguindo as
normas da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1944),
o diagnóstico da osteoporose é feito através da densitometria
óssea, um exame simples, computadorizado, feito com uma dosagem mínima
de raio-X, formando uma fotografia colorida dos ossos. Ele deve ser feito
depois dos 45 anos ou após a menopausa e repetido todos os anos. Pode
apresentar um resultado normal (quando a densidade óssea é
considerada normal para a faixa etária); osteopenia (está ocorrendo
perda óssea, estando um estágio prévio à osteoporose;
o tratamento deve ser iniciado antes que evolua;) osteoporose (a doença
está diagnosticada); e osteoporose avançada (nessa fase o risco
de fraturas é muito grande).
Osso duro de roer
Existem 200 milhões de vítimas da osteoporose no mundo, dos
quais 10 milhões estão no Brasil. De cada quatro diagnósticos,
três são realizados somente depois da primeira fratura, quando
há pouco a ser feito. Diante desse quadro, você pode tomar certas
precauções, uma vez que a melhor arma contra a doença
é a prevenção
- Pratique atividades físicas diariamente
Você pode andar, correr, dançar, jogar tênis, futebol,
voleibol, musculação, aeróbica. O impacto estimula a
renovação das células ósseas. O programa ideal
prevê 30 minutos diários de caminhada ou corrida, combinados
com sessões de musculação. Para pessoas mais idosas,
o indicado é andar aproximadamente 40 minutos todos os dias, respeitando
sempre o limite de cada um e o conselho do médico.
- Alimentação correta.
Procure fazer uma dieta equilibrada e rica em cálcio, para deixar
os osso fortes. Algumas das melhores fontes de cálcio são o
leite, e seus derivados, porém recomenda-se um consumo moderado de
latcíneos devido à sua grande quantidade de gordura. Um copo
de 250 ml de leite desnatado oferece 20¢ do cálcio necessário
por dia. Isso significa que devemos tomar de três a cinco copos por
dia, dependendo da idade. Quem não bebe leite, por não suportar
a lactose, deve procurar um médico. Provavelmente ele irá receitar
um complexo multivitamínico com o mineral. Vale também trocar
o leite por iogurte natural, queijo branco ou tofu (queijo de soja). Veja
no quadro da página anterior a quantidade de cálcio necessária
por um dia, de acordo com a faixa etária.
- Tome sol com moderação.
Os raios solares ativam a vitamina D em nosso organismo. Essa vitamina retira
o cálcio dos intestinos, permitindo a fixação do mineral
nos ossos. O sol mais seguro é o de antes das 10 horas e depois das
4 horas da tarde. Quinze minutos diários bastam, e não precisa
ser no corpo inteiro, apenas no rosto, braços e pernas.
- Faça reposição hormonal.
Na menopausa quando a mulher se aproxima dos 50 anos, a produção
de estrógeno diminui e a ovulação é interrompida.
Nessa fase, as mulheres têm perda de massa óssea em decorrência
da queda dos níveis de estrógeno. Uma das soluções
é a reposição hormonal, sempre com acompanhamento médico
rigoroso, que protege contra as doenças coronárias, reduz o
risco de câncer uterino e é a melhor forma de interromper a
perda de massa óssea e previnir a osteoporose da pós-menopausa.
- Cuidado com os ladrões de cálcio
Refrigerantes, bebidas alcoólicas, cafeína, açúcar,
proteínas em excesso e cigarro podem eliminar os minerais que existem
nos ossos.
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