Excelente fonte de vitaminas, minerais e proteínas, o peixe é
indispensável na vida de quem procura ter uma dieta saudável.
As razões são inúmeras e a mais recente delas é
que comer o alimento ajuda a enxugar quilinho extras. Sem falar que essa
é uma das proteínas mais leves que existem: um filé
de 100 g de robalo tem apenas 72 calorias, o equivalente a uma fatia grossa
de mussarela.
Outro benefício dos pescados é em relação às
gorduras. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), enquanto o peixe tem em média 0,72 g de gordura, a carne vermelha
chega a 15,8 g. Além da disparidade, a gordura dos peixes tem ácidos
graxos e ômega 3, considerados saudáveis ao coração
porque reduzem os níveis de triglicérides e aumentam o HDL,
o bom colesterol. O saldo positivo é evitar as doenças cardiovasculares
como trombose, derrame e enfarte.
Estudos científicos ainda relacionam o ômega com o rejuvenescimento,
pois ele melhora a aparência e a elasticidade da pele e também
tem ação antiinflamatória. Tanto é verdade que
já está presente até nos potes de cremes de algumas
das melhores empresas de cosméticos do mundo. O campeão nessa
categoria é o salmão, um dos mais ricos em ômega 3 e
por isso apontado como fonte de juventude. Pena que seja também um
dos mais pesados, 211 calorias por 100 g.
Peixes não têm
a nociva
gordura do tipo saturada,
como a das outras carnes
Benefícios do alimento são para o corpo todo
Comer peixe com frequência acrescenta outras vantagens à saúde:
- Colabora com os ossos, o sangue e os órgãos vitais, pois
é rico em vitaminas do tipo A, D, E e K;
- Favorece a digestão, por causa das vitaminas do complexo B;
- Combate o estresse, graças aos minerias como cálcio,
ferro e cobalto;
- Melhora a memória, porque é um alimento em colina, substância
que ajusta o neurotransmissor responsável por esta capacidade cerebral;
- Fornece boa quantidade de proteínas, sem mexer na balança.
Por isso é uma opção interessante para quem malha com
pesinho - as proteínas ajudam na formação dos músculos.
Consumo frequente de peixe prolonga a saúde
O ideal, segundo a Associação Americana de Cardiologia, é
que se consuma pelo menos duas vezes por semana, de preferência em
preparações leves e nas versões assadas, cozidas ou
grelhadas. Em postas, filés ou por inteiro, o peixe combina com vários
temperos e acompanhamentos. Não esquecendo da saborosa culinária
japonesa (link), que ensina muito bem como usufruir as vantagens do tipo
cru. Não é à toa que o Japão é classificado
como um dos países com o menor índice de doenças cardiovasculares
do mundo. No Brasil, onde o número de mortes por acidentes vasculares
está crescendo, principalmente entre as mulheres, adotar o hábito
de levar o peixe à mesa pode ser uma boa forma de mudar essa situação.
Compra certa
Na hora de escolher o peixe, todo cuidado é pouco, pois se o alimento
não estiver fresco ou for conservado inadequadamente poderá
causar intoxicação alimentar, entre outras consequências
graves ao organismo. Portanto, preste atenção em detalhes como
importantes, tais como:
- Os olhos devem ser brilhantes, claros e salientes;
- As escamas precisam estar intactas, aderentes à pele;
- A carne deve ser firme;
- A pele tem que estar úmida, não pegajosa e sem cortes;
- As guelras são sempre vermelhas e nunca pálidas ou ressecadas;
- A carne do pescado, quando pressionada, não deve conservar a
marca do dedo;
- A espinha dorsal precisa estar bem junta da carne e a cauda firme e
posicionada na mesma direção do corpo;
- Na gôndola da peixaria, o alimento deve ser conservado completamente
imerso no gelo, ou em geladeiras com controle de temperatura;
- O odor característico do peixe fresco é o de maresia;
- De preferência, examine o pescado inteiro antes de pedir que
o peixeiro corte em filés;
- Para comprar filés congelados, veja se estão bem vedados
e se não tem cristáis no interior da embalagem - sinal de que
foram descongelados;
- Evite descongelar peixe em temperatura ambiente - use o microondas
ou o forno;
- Não é aconselhável recongelar o alimento;
- Peixes duram de três a seis meses no freezer.