Discromia é toda e qualquer alteração patológica
na cor da epiderme. Essas modificações podem ser localizadas
ou difusas, mais escuras, mais claras ou sem cor alguma. Podemos classificar
a discromia da seguinte maneira:
Acrômicas. Manchas brancas de diversos formatos, causadas
pela ausência de melanina (pigmento que dá cor à pele);
Hipocrômocas. Manchas com um tom mais claro do que a pele
do indivíduo, causadas pela produção insuficiente
de melanina; Podem ser causadas também pela ausência de vitamina
B;
Hipercrômicas. Manchas com tons que vão do marrom
claro, passando pelo marrom escuro e, dependendo da causa, algumas adquirem
um tom arroxeado/azulado/acinzentado. A estimulação do melanócito,
célula que produz a melanina, é estimulada por fatores internos
ou externos e passa a produzir pigmento em excesso tendo como resultado
final a mancha.
Hipercrômocas (Melasma). O hábito de se expor ao
sol sem critério de horário e sem proteção
adequada, favorace a produção dos radicais livres que,
por sua vez, são responsáveis pelo envelhecimento precoce,
além de estimular o melanócito a produzir mais melanina
na tentativa de proteger a pele. As manchas solares são de tamanho
pequeno e arredondado, geralmente de cor marrom escura O melhor tratamento
é a prevenção com uso de filtros e bloqueadores solares
adequados a cada pessoa, e a reposição dos mesmos, (mesmo
que na embalagem esteja escrito que “não saem em contato com a água”).
Cloasma Gravídico. Trata-se de uma hipercromia da face,
atingindo as maçãs do rosto, testa e lábio superior.
Surgem também no complexo aréolo-mamilar, na região
genital e no abdômen. Aparece geralmente enter o quarto e sexto mês
de gestação, e são causadas por alterações
hormonais que estimulam os melanócitos a produzirem uma quantidade
de melanina.
Melasma de contato. São causadas por fatores externos
como: álcool, perfume, frutas cítricas. Cosméticos
aromatizados são fotossensibilizantes, ou sejam mancham.
Outros Melasmas. Melasma ou cloasma, são aqueles provocados
pelo uso de anticoncepcionais e durante o período de menopausa.
A causa são as alterações hormonais, caracterizadas
por várias manchas pequenas. É um tratamento lento em resultados
e não desaparece espontaneamente. Algumas medicações
podem também estimular os melanócitos, tais como: sulfatetraciclina,
remédios anti-alérgicos, anti-reumáticos, diuréticos,
tranqüilizantes, etc.
Disfunções Glandulares. Podem ser responsáveis
pelo aparecimento transitório de algumas manchas, tais como: disfunção
da tireóide, das supra-renais, do fígado e das glândulas
sexuais, como principais causadores do excesso de pigmento depositado na
pele. O excesso de vitamina A pode causar hiperpigmentação
porque favorece a melanogenese que é estimulada pelo betacaroteno
(provitamina A).
Hipocromia/Hipercromia. As manchas senis são provocadas
pela alteração da produção da melanina, pelos
melanócitos.Com o avanço da idade, a distribuição
de melanina passa a não ser mais uniforme, causando manchas mais
escuras em alguns pontos (melanócitos com grande produção)
e pequenas manchas esbranquiçadas em outras (ausência de melanina).
A Medicina Ortomolecular tem dado grande contribuição para
estes desconfortos estéticos.
Acromia Residual. Alguns despigmentantes são citotóxicos
e destroem o melanócito, gerando várias manchas brancas e
pequenas em forma de “confete” na face. Não existe tratamento. Sem
melanócito, sem melanina, sem cor. A acromia, causada causadas por traumatismos mecânicos ou pós-inflamatórios,
também não tem solução até o momento,
já que o local ficou branco após a cicatrização,
pois os melanócitos daquela região foram destruídos.